Showing posts with label Judith Teixeira. Show all posts
Showing posts with label Judith Teixeira. Show all posts

Tuesday, September 26, 2017

Judith Teixeira como pensadora maldita

Judith Teixeira como pensadora maldita

Michel Foucault e G. Deleuze, na «Introduction générale  aux Oeuvres philosophiques complètes de F.Nietzsche», defendem: «Les penseurs «maudits» se reconnaissent de l'extérieur à trois traits : une oeuvre brutalement interrompue, des parents abusifs qui pèsent sur la publication des posthumes, un livre-mystère, quelque chose comme «le livre» dont on ne finit pas de pressentir les secrets.» (Paris, Gallimard, 1967.)
Sem avançar muito, e face ao panorama, parece-me bem integrar Judith Teixeira nos pensadores malditos, se pensarmos nomeadamente no primeiro traço, que inscreve uma obra brutalmente interrompida. 

Sunday, May 07, 2017

«Ansiedade"


                ANSIEDADE

Minha Mãe! Minha Mãe! quero dormir -
e o vento não me deixa descansar...
Este silvo não deixa de se ouvir...
Parece a voz d'alguém que anda a penar!

Vem agora, escutar o retinir
dos vidros... começou a trovejar.
Fecha a janela, Mãe! Vem-me cobrir.
Mãe! sinto frio, até no teu olhar!

Foge-me tudo, que eu procuro e quero!
Vem perseguir-me a lenda de «Ahasveros»...
Mãe! - expulsou-me o próprio coração!...

Fui até pela Dor repudiada...
Mãe! quero regressar - voltar ao Nada -
e perder-me na grande escuridão!
Noite - Setembro
1922
[JUDITH TEIXEIRA]